O entrevistado de hoje é Jorge Carlos Jucoski, premiado 5 vezes como melhor auditor de Dianética do mundo, em 2008/09/11/12.

Fernanda Kaskanlian: Olá Jorge! Tudo bem?

Jorge Carlos: Olá! Muito obrigado pelo convite. É um prazer estar aqui.

Fernanda Kaskanlian: Seja muito bem vindo.

Jorge Carlos: Obrigado.

Fernanda Kaskanlian: Vamos falar sobre Dianética. Dianética é uma aventura. É uma exploração da terra incógnita. A mente humana. Um reino vasto e até agora desconhecido, situado um centímetro atrás de nossa fronte.

Fernanda Kaskanlian: Jorge, qual o significado deste texto, que está neste trecho maravilhoso que está neste livro sobre o qual vamos falar também.

Jorge Carlos: Dianética é uma ciência. Uma ciência que explica como a mente funciona. A aplicação desta ciência, como terapia, resolve todo e qualquer problema relacionado a distúrbios atribuídos à mente. Isto inclui: doenças psicossomáticas como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtornos dos mais variados tipos, incluindo stresses, angústias, ansiedade, dificuldade para dormir, dores pelo corpo… “n” coisas. Uma das coisas que é válida nesta ciência que explica como a mente funciona, é que mais de 70% das doenças conhecidas são causadas pela mente. Sabia disso?

Fernanda Kaskanlian: Não… não mesmo!

Jorge Carlos: É verdade! E nós vamos explicar hoje neste programa como é que isso funciona. A verdade é que a nossa mente é apenas um mecanismo que registra em quadros de imagem mental tudo aquilo que experienciamos, isto é, tudo o que nós percebemos do mundo físico todo o tempo. E estas imagens estão aí, para serem percebidas e serem lembradas sempre que a gente quiser, certo? Pense num gato! Você vai lembrar de um gato que viu em algum momento da sua vida, certo?

Fernanda Kaskanlian: Sim!

Jorge Carlos: Isto se aplica a todo o resto. Você tem um problema, projeta um cenário futuro, como gostaria de ter resolvido este problema, pensa na sua experiência passada e tenta tomar a melhor decisão. Porquê é que não consegue? Porque é que nem sempre acerta? Porque é que comete erros? Porque é que se sente mal. Porque é que trata os outros, principalmente pessoas que ama, de forma que depois se arrepende? Porque é que acontecem tantas dificuldades, tantos problemas nos relacionamentos entre as pessoas? Isso vem de uma outra parte da mente, que até 1950 não se sabia que existia. Quando saiu este livro, Dianética o poder da mente sobre o corpo, desenvolvido pelo filósofo americano L. Ron Hubbard é que se explicou como isso é. E a mente reativa, esta parte de estímulo/resposta  funciona de uma forma diferente, porque com a mente analítica nós podemos olhar para o ambiente e decidir por nós mesmos se o ambiente é perigoso, se não é, podemos perceber e decidir certo?

Fernanda Kaskanlian: Sim.

Jorge Carlos: A mente reativa faz diferente: ela é inconsciente, você não a percebe mas ela está aí o tempo todo. E ela tem um único propósito. Guardar apenas momentos de dor e inconsciência e depois usar estes momentos de dor e inconsciência para controlar a pessoa de alguma forma.

Fernanda Kaskanlian: E até a gente estava conversando que a sua história com a Dianética é muito interessante, como você chegou a ela. Conta um pouquinho pra gente.

Jorge Carlos: Em 1995 eu estava em São Paulo, fui treinar Aikido e neste dojo, que é o espaço onde se treina esta arte marcial japonesa o sensei, que se chamava Makoto Harai tinha um radinho de pilha pequeninho assim, que ele deixava na prateleira ligado na Rádio Mundial enquanto a gente estava fazendo os aquecimentos do treino. E ele ligava na Rádio Mundial! E eu não sabia que existia a Rádio Mundial até então. Todos os treinos havia um comunicador diferente falando sobre alguma técnica diferente de melhoramento pessoal, e isto introduziu a mim a este mundo de terapias, de conhecimentos, de coisas sobre a mente, sobre a pessoa, sobre o ser espiritual, sobre um monte de coisas que até então isso não era real para mim. E despertou um mundo que a mim, se tornou muito interessante. E eu comecei a participar de cursos, palestras, workshops de comunicadores da Rádio Mundial e foi aí que tudo começou. Até que, em 2003, eu encontrei Dianética. E aí no momento em que li este livro aqui, fez algo assim como UAU! Que que é isso? Se isso aqui funcionar como está escrito aqui é isso que eu quero fazer da minha vida. Foi uma decisão muito clara, tomada naquele momento.

Fernanda Kaskanlian: Você achou o que você estava buscando…

Jorge Carlos: É. Até então, havia uma sensação em mim, uma sensação que eu não sabia traduzir em palavras. Depois que eu li o livro Dianética e comecei a trabalhar como auditor de Dianética, que é o nome que se dá em quem aplica essa terapia foi quando eu consegui traduzir este sentimento em palavras, que é: fazer da vida algo pelo qual valha a pena viver. E hoje eu faço isso com o máximo de satisfação. Eu ajudo muitas pessoas a resolverem coisas que outra forma não é possível, simplesmente pelo fato de que não existe um conhecimento adequado para isso. O produto final de Dianética é o estado de Clear. Isto consiste numa coisa bem simples: esgotar todas as cargas de dor emocional e dor física da mente de uma pessoa. Imagina como seria a sua vida, por exemplo, se você pudesse retirar só (ficaria com a experiência obviamente, irá se lembrar sempre que coisas ruins aconteceram) mas nunca mais isso seria uma coisa como “nossa, não quero nem lembrar que isso aconteceu”. Ou então, medo de alguma coisa, que aparentemente não sabe de onde vem, etc, etc. Imagina se não tivesse nenhuma dessas coisas, se não tivesse nenhuma ansiedade, nenhum medo mais, pode cometer um erro de avaliação, obviamente, mas nenhuma propensão a cometer um erro de avaliação específico. Você seria muito feliz! Seria muito saudável e estaria muito propenso a ajudar os outros, e sua vida seria muito boa! Este é o estado de Clear!

Fernanda Kaskanlian: É é isso que a gente vai falar depois do intervalo: como a Dianética pode ajudar as pessoas, o que é uma coisa muito interesante porque acredito que na sua vida seja efeito, que a sua vida profissional é um efeito em cadeia né, sua vida profissional, pessoal e agora ajudando as pessoas também.

Jorge Carlos: Sem dúvida.

Fernanda Kaskanlian: A gente volta já.

INTERVALO

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Fernanda Kaskanlian: Jorge, como a Dianética pode ajudar as pessoas? É um trabalho tão bonito não é? Ajudar as pessoas…

Jorge Carlos: Sim! A primeira coisa é o conhecimento. Se uma pessoa soubesse o conteúdo deste livro e pudesse saber que ela é um ser espiritual que por sua vez tem um corpo físico e que tem uma mente, e que a mente tem mecanismos específicos como: a mente analítica usamos para pensar e a mente reativa é um sistema de onde vem todos os nossos pensamentos negativos, todos os impulsos destrutivos, todas as coisas ruins que nós pensamos vêm da mente reativa. Esta mente reativa é um lugar onde todas as dores emocionais e físicas são armazenadas. E esse sistema nos obriga, de certa maneira (quanto menos conhecimento a gente tenha, pior é) nos obriga a fazer com os outros o mesmo que nos fizeram. Então a pessoa, inconscientemente, vai pegar o que lhe fizeram, fazer o mesmo com os outros e depois vai tratar a si como tratou os outros.

Fernanda Kaskanlian: Nossa!

Jorge Carlos: É. É louco completamente.

Fernanda Kaskanlian: Dá um exemplo pra gente poder entender melhor (risos).

Jorge Carlos: Um exemplo bem simples. Uma pessoa por exemplo, foi muito maltratada pela mãe.

Fernanda Kaskanlian: Na infância.

Jorge Carlos: Na infância, é. Ela tende a fazer o mesmo com o filho dela.

Fernanda Kaskanlian: Porque normalmente, as pessoas falam, muitas: “eu não vou fazer com o meu filho o que minha mãe fez comigo”.

Jorge Carlos: Sim.

Fernanda Kaskanlian: Um exemplo simples: não podia chegar em casa depois das 10 da noite. Ah não, eu vou deixar meu filho “ser livre”. Mas quando chega a situação, fala a mesma coisa: 10 horas em casa!

Jorge Carlos: Exatamente! A tendência é fazer o mesmo, porque repete. Se fizer o contrário, a tendência é que faça demais, como por exemplo, ser muito permissivo e não colocar regras ou limites, o que vai ser tão prejudicial quanto colocar excesso de limites. Então a pessoa tem que saber que tudo aquilo que é demasiado, que é prejudicial, que a pessoa não gostaria que fizessem a si, o parâmetro pode ser esse, quando você faz algo a outros que não gostaria que fizessem a si, de alguma forma isto está vindo deste mecanismo que chamamos mente reativa. É assim que essa coisa funciona. E como é que isto é instalado? De uma forma bem simples. Imagina que você está andando numa calçada como você está agora, tranquilamente, numa boa, pode pensar em 4 ou 5 coisas ao mesmo tempo e de repente pisa em falso e torce o pé.

Fernanda Kaskanlian: Que tragédia… (risos) Eu por exemplo, eu danço, seria o fim.  Eu pensaria assim: como vou fazer minha aula sábado? (risos)

Jorge Carlos: Pronto! Aí está! Um grande problema se instala e a sua capacidade de estar consciente de tudo que estava a sua volta desaparece. Então o ambiente: carros passando, pessoas falando, temperatura, todo o resto, passa a ser um conteúdo associado à dor. Porque você não está mais consciente daquilo! Mesmo que isso dure um minuto, daqui a pouco você se recompõe, passa e acaba a história. Só que o conteúdo fica lá. No futuro quando você estiver num ambiente que se parece com aquele onde torceu o pé essa carga liga-se. Você vai começar a se sentir mal e nunca vai saber de onde veio. É bem simples assim. Só que onde isso fica pior? Quando entra a linguagem. Quando pessoas falam coisas ao alcance do ouvido de uma pessoa inconsciente. Então um exemplo: a pessoa é atropelada. Está caída no chão toda machucada. Alguém mal intencionado passa por lá e fala “ah, esse daí não presta para mais nada”. Essa frase entra na mente reativa do indivíduo, fica lá, ele não sabe que está aí. E a pessoa é levada para o hospital, volta para vida normal e a vida segue. Um dia ele estará num ambiente que se parece com aquele onde estava caído no chão. Temperatura parecida, pessoas, vozes, sons, cheiro de algo e tudo aquilo liga-se. E essa pessoa vai começar a dramatizar não prestar para nada em obediência literal àquela frase dita! Como se estivesse hipnotizado! É bem isso? Exatamente assim! E essa frase “não presta para nada” vai ser dramatizada como se a pessoa estivesse sob o controle de um hipnólogo por exemplo, um hipnotizador. E ela vai começar a acusar outros de não prestarem para nada. E ela própria vai fazer coisas que uma pessoa que não presta para nada faria. Então, traduzindo em miúdos esta história: este sistema chamado mente reativa nos obriga a pegar o que nos fizeram e fazer o mesmo com os outros. E depois a pessoa trata a si como tratou os outros. Quando você olha para a sociedade em geral e para os problemas que as pessoas causam umas às outras e tudo, você está vendo só as variáveis desta equação: as pessoas estão fazendo aos outros o mesmo que lhe fizeram. E o pior: não sabem disso.

Fernanda Kaskanlian: E aí vem a Dianética para ajudar.

Jorge Carlos: Aí estamos nós, com esta ciência e somos como que os únicos no caminho disso e podemos parar essa dramatização. A terapia de Dianética é uma coisa muito simples. Consiste em esgotar a dor. E ela é feita de uma forma tão simples quanto. A pessoa está sentada à minha frente e eu vou dizer à aossoa: retorne ao incidente específico e reconte como foi. Faço com que a pessoa reconte aquele incidente tantas vezes até que aquilo se torne engraçado ou que a pessoa tenha uma sensação de alívio! Quando isso ocorre, esta carga deste assunto se vai para sempre, nunca mais te incomoda e a pessoa está livre desta dramatização. Na outra sessão pegamos um outro incidente, fazemos o mesmo até que a pessoa se livre dos principais acontecimentos traumáticos  que a pressionam, que lhe causam algum desconforto específico!

Fernanda Kaskanlian: E é sobre isso que a gente vai falar nos próximos programas. Então não perca os próximos programas! Muito obrigada pela sua sua presença e até o próximo programa.

Jorge Carlos: De nada, é um prazer!

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